quarta-feira, 19 de novembro de 2008

terça-feira, 4 de novembro de 2008

sábado, 4 de outubro de 2008

FRANCIS HIME // LUA DA CETIM



Letras de Músicas | Letra de Lua de Cetim

Lua de cetim
Tempo quente, amendoim
Dia de vadiar
Vagabundear
De tudo adiar
Se deliciar
Deito no capim
Planto avencas num xaxim
Samambaia e algum jasmim
Que preguiça de mim!
Ai, ai, que me dá
Sei lá, o que me dá
Só sei que isso me encanta
Sapos no quintal
Venta a roupa no varal
Vai caindo um toró
Lá no Tororó
Cantou um curió
E eu fico tão só
Sabe meu amor
Meu jardim tá todo em flor
Deu camélia e monsenhor
Deu até beija-flor
Não é que me deu
Vontade do meu
Menino que bem me nina
Seja como flor
Seja sempre o meu amor
Diga o quanto o bem-me-quer
Gira o sol se bem me quer
Se é bom viver em paz
Não abra meu rapaz
Não faça o que não quer
Não faça o que se faz
Lua de cetim
Tempo quente, amendoim
Dia de vadiar
De vagabundear
Dia de adiar, se deliciar
De vagabundear
Vai caindo um toró
Cantou um curió
E eu fico tão só
Cantou um curió.

BRASIL LUA CHEIA // FRANCIS HIME

Francis Hime - Brasil Lua Cheia

Letras de Músicas Letra de Brasil Lua Cheia

Letras de Músicas | Letra de Brasil Lua Cheia

Sambando a esperança me disse

Eu sonho um Brasil lua cheia


Sem essa, sem essa de eclipse


Na vida ninguém paga meia.


Estima pra lá das alturas


Eu sonho um país vencedor


Não sendo só o que procura


Mas, na verdade, o que acha o amor.


Brasil, luar do sertão


E não aquele que minguaTim-tim por tim-tim da lição


No pé e na ponta da língua.


Presente a visão futurista


Na busca do tempo que faz


Feliz a nação que conquista


E que estabelece a paz.


E o vento que levando as nuvens


Vai descortinando esses véus


Revela um céu que é desses homens


Beijando o chão amado que é de Deus.

FRANCIS HIME ÁLBUM MUSICAL 2 CD


Apresentação

CONHEÇA O HOTSITE DO CD FRANCIS HIME ÁLBUM MUSICAL 2 , clique aqui. O segundo Álbum Musical de Francis Onze anos depois de sua primeira edição, Francis Hime lança pela Biscoito Fino Álbum Musical 2, com releituras de canções ‘‘lado b’‘ da carreira Em 1997, Francis Hime convocou algumas das principais vozes da história da música brasileira para eternizar suas canções. Onze anos se passaram, 45 de carreira se impuseram, e o ‘‘volume um’’, embora cravejado de clássicos atemporais, tornou-se insuficiente. Anarquizando a genética e a cronologia, nasce agora seu gêmeo...bivitelino por assim dizer, pois as diferenças saltam, ainda que a matriz seja a mesma. Francis é detentor de uma obra vasta e plural; suas inúmeras canções em parceria compõem um relicário dos mais reprentativos do que foi confeccionado na moderna música brasileira. Sendo assim, nada mais coerente do que apresentá-las a novas e futuras gerações a partir da visão do próprio genitor: - ‘‘É a síntese de um período importante na minha carreira, pois reúne minhas canções mais representativas, de 1963 à década de 80, mas priorizando as menos conhecidas, o ‘‘lado B’’. Escolhi os intérpretes em função das músicas, quase como se tivesse composto aquelas canções para cada um deles. Uma coisa meio premonitória’’ - avalia Francis. O principal mérito de Álbum Musical 2 é justamente não ser uma compilação, um retrospecto dos grandes sucessos. Francis aqui não figura como o homenageado. Contrariamente, ele mesmo atua na construção do seu painel criativo, sinalizando a complexidade de temas e ritmos que permeia sua música. Olivia Hime, parceira na vida e na música, e produtora musical deste Álbum, resume: - Este trabalho tem uma unidade. É um disco sobre o trabalho dele, com o toque dele, com a presença dele. Francis participa como arranjador e pianista em todas as canções. Isto evidencia o respeito que ele nutre pela própria obra. Os arranjos foram todos concebidos e pensados por ele e a partir daí, juntos, definimos os andamentos, conceitos de instrumentação... Sendo assim, o critério primordial para a escolha do repertório consistiu em contemplar a diversidade de parcerias e estilos musicais presentes na obra de Francis, sem que isso necessariamente incluísse os grande sucessos. Em seguida, viriam os intérpretes, segundo a ‘‘monção premonitória’’ de Francis, talhados para cada canção. De fato, difícil pensar em outro, senão em Zeca Pagodinho, para imprimir toda a sua cadência e carioquice a Amor Barato; o mesmo se aplica à Ivete Sangalo e seu vigor de fevereiro na junina Quadrilha, com percussão ativa (como em boa parte do disco); ou no canto ‘‘cheio de nuances, belas divisões e grande musicalidade’’ de Simone na tépida caribenha Maravilha; ou ainda, na síncope de Luiz Melodia, o ‘‘rei do Estácio’’, para O Rei de Ramos. As quatro, frutos de uma das uniões mais profícuas da canção brasileira, Francis Hime e Chico Buarque – no caso de O Rei de Ramos, também com Dias Gomes. A única parceria com Gilberto Gil, Um Carro de Boi Dourado, de 84, encontra em Lenine a voz ideal para projetar a riqueza de imagens criada pelo compositor baiano. Do parceiro ancestral, o primeiro, Vinicius de Moraes, aparecem duas: Saudade de Amar, na voz de Adriana Calcanhotto, também letrista de uma canção do poetinha com Francis (O Seqüestrador); e O Tempo da Flor, letra sob medida para o lirismo de Olivia Byington. Da dobradinha com o compadre Ruy Guerra, entrou À Meia Luz e, pela segunda vez, coube a Ed Motta interpretá-la; se da primeira foi uma escolha do próprio cantor (no show dos 60 anos de Francis, no Canecão), desta foi uma sugestão do maestro, aceita prontamente. Olivia, a grande parceira de Francis Hime, pois assim ela devidamente o chama, contribui com duas: Mariposa, que traz Mônica Salmaso em duplo papel, ora como a personagem de ontem (quando, na infância, ouvia esse acalanto da mãe), ora como a grande intérprete de hoje; e a luminosa Coração do Brasil, com seu canto de otimismo pós-ditadura, na voz de Joyce. E por falar ‘‘naquela época’’, a única parceria com Paulo César Pinheiro presente neste Álbum, Lindalva, foi censurada em 77, ano da gravação original. À época, as palavras ‘‘nusinhos em pêlo’’ foram consideradas ‘‘impróprias’‘, e agora, 31 anos depois, a canção ganha registro na íntegra, com Paulinho Moska. Abel Silva e o saudoso Cacaso, muito identificados pelas parcerias com Sueli Costa, também estão entre os parceiros de Francis contemplados no disco, respectivamente com Promessas, Promessas (com Teresa Cristina) e Grão de Milho (Renato Braz). Fechando a seleção, a anárquica fusão de rumba, salsa, valsa e paso-doble para a folia tupiniquim do poema fantástico de Geraldinho Carneiro, Pau Brasil, na interpretação marota de Mart´nália; e a primeira incursão de Fernanda Montenegro como letrista, na verdade um texto da atriz organizado por Herbert Richers Junior e musicado por Francis, Viajante das Almas é uma grande elegia ao ofício do artista, à vida no palco. O disco encerra na apropriadíssima voz de Bibi Ferreira, outra absoluta dama dos palcos, que dá a deixa para todos os outros intérpretes saudarem uns aos outros. Todos pelo todo. ‘‘É um ofício lento, fugidio. Lentamente percorrer os séculos. E os espíritos imitando o homem’’ . A letra de Fernanda Montenegro só ratifica o que foi dito acima: o dono do ofício desafia a cronologia, transita entre os séculos em pouquíssimos anos, 45 por exemplo. ‘‘Ah, o nosso ofício é nossa festa, o suor do nosso rosto, o nosso prêmio...’’
Faixas

01
Amor Barato Autor: Francis Hime – Chico Buarque Intérprete: Zeca Pagodinho Editora: Vermelha (Nossa Música) / Marola
03m00s
02
Quadrilha Autor: Francis Hime – Chico Buarque Intérprete: Ivete Sangalo Editora: Trevo Editora
03m17s
03
Um Carro de Boi Dourado Autor: Francis Hime – Gilberto GilIntérprete: Lenine Editora: Vermelha (Nossa Música) / Gege Edições
04m12s
04
Saudade de amar Autor: Francis Hime – Vinicius de Moraes Intérprete: Adriana Calcanhotto Editora: Tonga (Universal)
05m02s
05
Maravilha Autor: Francis Hime – Chico BuarqueIntérprete: Simone Editora: Trevo
03m42s
06
Coração do Brasil Autor: Francis Hime – Olivia HimeIntérprete: Joyce Editora: Vermelha (Nossa Música)
03m18s
07
Lindalva Autor: Francis Hime – Paulo César PinheiroIntérprete: Paulinho Moska Editora: Trevo Editora
03m22s
08
Promessas, Promessas Autor: Francis Hime – Albel SilvaIntérprete: Tereza Cristina Editora: Vermelha (Nossa Música) / Direto
03m37s
09
Mariposa Autor: Francis Hime – Olivia HimeIntérprete: Mônica Salmaso Editora: Vermelha (Nossa Música)
03m29s
10
Grão de Milho Autor: Francis Hime – CacasoIntérprete: Renato Braz Editora: Arlequim
03m13s
11
O tempo da Flor Autor: Francis Hime – Vinicius de MoraesIntérprete: Olivia Byington Editora: Direto / Direto
03m40s
12
À meia luz Autor: Francis Hime – Ruy GuerraIntérprete: Ed Motta Editora: Trevo Editora / EMI (Cordilheiras)
03m03s
13
O Rei de Ramos Autor: Francis Hime – Chico Buarque – Dias Gomes Intérprete: Luiz Melodia Editora: Cara Nova (Arlequim) / Marola
03m55s
14
Pau-Brasil Autor: Francis Hime – Geraldo CarneiroIntérprete: Mart’nália Editora: Vermelha (Nossa Música) / Direto
03m03s
15
Viajante das Almas Autor: Francis Hime – Fernanda Montenegro - Herbert Richers Junior Intérprete: Bibi FerreiraEditora: Vermelha (Nossa Música)
03m20s

Ficha Técnica

DIREÇÃO MUSICAL – OLIVIA HIME E FRANCIS HIME ARRANJOS – FRANCIS HIME GRAVAÇÃO E MIXAGEM - GABRIEL PINHEIRO (ESTÚDIO DA BISCOITO FIINO) ASSISTENTES DE GRAVAÇÃO E MIXAGEM – GUSTAVO KREBS, VINICIUS KEDE E ELIZA LACERDA MASTERIZAÇÃO – LUIZ TORNAGHI (VISOM DIGITAL) PROJETO GRÁFICO – BRANCA ESCOBAR E FERNANDA MONEGALHA (CRIATIPO) FOTOS - GUILHERME VIOTTI (ENCARTE) ANA CECÍLIA BRIGNOL (CAPA) e DANI GURGEL (ENCARTE) ASSISTENTE DE PRODUÇÃO – MARIA PORTUGAL MÚSICAS – FRANCIS HIME LETRAS – CHICO BUARQUE, GILBERTO GIL, VINICIUS DE MORAES, OLIVIA HIME, PAULO CÉSAR PINHEIRO, ABEL SILVA, CACASO, RUY GUERRA, DIAS GOMES, GERALDO CARNEIRO, FERNANDA MONTENEGRO E HERBERT RICHERS JUNIOR. INTÉRPRETES– ZECA PAGODINHO, IVETE SANGALO, LENINE, ADRIANA CALCANHOTO, SIMONE, JOYCE, PAULINHO MOSKA, TERESA CRISTINA, MÔNICA SALMASO, RENATO BRÁS, OLIVIA BYINGTON, ED MOTTA, LEUIZ MELODIA, MART’NÁLIA, BIBI FERREIRA. UMA REALIZAÇÃO BISCOITO FINO DIREÇÃO GERAL – KATI ALMEIDA BRAGA DIREÇÃO ARTÍSTICA – OLIVIA HIME COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO – MARTINHO FILHO



Todo o conteúdo (c) 2006 Biscoito Fino. Todos os direitos reservados

Álbum Musical 2 - Francis Hime


sexta-feira, 3 de outubro de 2008

FRANCIS HIME / OLIVIA HIME E MUITOS OUTROS AMIGOS


MEU CARO AMIGO // Chico Buarque / Francis Hime




Composição: Chico Buarque / Francis Hime

Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando e também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus

Francis Hime - "E Se..."




E se o oceano incendiar
E se cair neve no sertão
E se o urubu cocorocar
E se o botafogo for campeão
E se o meu dinheiro não faltar
E se o delegado for gentil
E se tiver bife no jantar
E se o carnaval cair em abril
E se o telefone funcionar
E se o pantanal virar pirão
E se o Pão-de-Açúcar desmanchar
E se tiver sopa pro peão
E se o oceano incendiar
E se o Arapiraca for campeão
E se a meia-noite o sol raiar
E se o meu país for um jardim
E se eu convidá-la para dançar
E se ela ficar assim, assim
E se eu lhe entregar meu coração
E meu coração for um quindim
E se o meu amor gostar então de mim
E se o oceano incendiar
E se cair neve no sertão
E se o urubu cocorocar
E se o botafogo for campeão
E se o meu dinheiro não faltar
E se o delegado for gentil
E se tiver bife no jantar
E se o carnaval cair em abril
E se o telefone funcionar
E se o pantanal virar pirão
E se o Pão-de-Açúcar desmanchar
E se tiver sopa pro peão
E se o oceano incendiar
E se o Arapiraca for campeão
E se a meia-noite o sol raiar
E se o meu país for um jardim
E se eu convidá-la para dançar
E se ela ficar assim, assim
E se eu lhe entregar meu coração
E meu coração for um quindim
E se o meu amor gostar então de mim

FRANCIS HIME // BIOGRAFIA

FRANCIS HIME E NOÊMIA HIME
Francis Hime
Compositor, cantor, pianista, arranjador e maestro.

Representante da melhor geração de compositores surgida no Brasil, desde o fim da década de 1920 (quando foram lançados os jovens Noel Rosa, Ary Barroso, Lamartine Babo, João de Barro, Ismael Silva e tantos outros), Francis Hime assumiu o papel de um dos principais protagonistas da música popular brasileira a partir da primeira metade dos anos 60. Ninguém tem dúvida: seria impossível escrever a história da música brasileira nas últimas décadas sem dar a Francis Hime um destaque muito especial. No mapa da MPB, todos os afluentes confluem para o talento estuário de Francis Hime.

Tom Jobim é um piano, Caymmi um violão, Vinicius, uma caneta, Noel, um terno branco. Por analogia, Francis Hime é uma orquestra. E uma orquestra sinfônica. Não uma sinfônica convencional, apoiada exclusivamente nas cordas, madeiras e gravatas, mas uma formação enriquecida por metais de gafieira, cavaquinhos de chorões e tamborins de escola de samba. Se a música do Rio é uma fusion - a música de todos os Brasis confluindo para um estúdio onde as águas se misturam e ganham ritmo e densidade - , Francis é essa fusion de calças. A todos estes ritmos brasileiros, Francis empresta seu inspirado refinamento e deles toma emprestado a vitalidade e a beleza. Atenção: essas não são palavras vazias. Como Francis Hime (agora que já não temos Villa-Lobos, Radamés Gnatalli, Tom Jobim e Luizinho Eça), estamos diante de um compositor cujo domínio da técnica permite vôos de asa-delta - ou de orquestra - à criação.

Francis é por enquanto, a fusion definitiva entre o popular e o erudito na música brasileira. E não vai aí uma contradição em termos: o por enquanto desse definitivo só vale até que o próprio Francis, a bordo da orquestra, resolva superá-la.

Francis Hime estudou piano desde os 6 anos de idade, no Conservatório Brasileiro de Música. Em 1963, começa a sua parceria com Vinicius de Moraes, com quem compôs inúmeras canções, tais como: "Sem mais adeus", "Anoiteceu", "A dor a mais", "Tereza sabe sambar" e outras. Nessa época, começa também a compor com Ruy Guerra canções como "Minha" (gravada por Elis Regina, Tony Bennett, Bill Evans e muitos outros), "Último canto", "Por um amor maior" e outras. Participou de vários festivais de música nos anos 60, quando suas canções foram cantadas por Elis Regina, Roberto Carlos, Jair Rodrigues, MPB-4 e outros.Em 1969, foi para os Estados Unidos, onde ficou 4 anos estudando composição, orquestração e trilhas para filme com Lalo Schifrin, David Raksin, Paul Glass, Albert Harris e Hugo Friedhopfer. De volta ao Rio, em 1973, grava seu primeiro disco para a Odeon. Nessa época, sempre escrevendo a música, ele começa a compor com Chico Buarque grandes sucessos, tais como: "Atrás da porta", "Trocando em miúdos", "Meu caro amigo", "Pivete", "Passaredo", "Amor barato", "A noiva da cidade", "Embarcação", "Vai Passar". Em 1973, começa a compor trilhas para filmes, tais como: "A estrela sobe", "Dona Flor e seus maridos", ambos dirigidos por Bruno Barreto, "O homem célebre", "República dos assassinos", ambos dirigidos por Miguel Faria, "A noiva da cidade" de Alex Vianny, "Marília e Marina" de Luis Fernando Goulart, "O homem que comprou o mundo", de Eduardo Coutinho, "Marcados para viver", de Maria do Rosário, "Lição de amor", de Eduardo Escorel. Duas dessas trilhas foram premiadas no Festival de cinema de Gramado e no Coruja de Ouro, como melhor trilha do ano.

No teatro, Francis escreveu trilhas para: "Dura lex sed lex no cabelo só Gumex" de Oduvaldo Vianna Filho, "O rei de Ramos", de Dias Gomes, "A menina e o vento", de Maria Clara Machado, "Belas figuras" de Ziraldo, "Foi bom, meu bem", de Alberto Abreu, "O banquete", de Mario de Andrade, "Pinoquio" de A. Collodi, "Tá ruço no açougue", do grupo Tem folga na direção, "Na sauna", de Nell Dunn, e "Love letters", de A. R. Gurney. Conhecido como um dos mais talentosos compositores do Brasil, Francis é especialmente dotado por uma versatilidade em compor sobre vários ritmos brasileiros, escrevendo sambas, frevos, modinhas, calangos, choros, etc. Para este repertório eclético, Francis conta com um não menos eclético e talentoso grupo de parceiros escrevendo letras para suas canções, tais como: Geraldo Carneiro, Milton Nascimento, Olivia Hime, Gilberto Gil, Paulo César Pinheiro, Cacaso, Capinam, Adriana Calcanhoto, Paulinho da Viola, Lenine, Joyce, Moraes Moreira, Georges Moustaki, Livingston & Evans, Sergio Bardotti (além dos já citados Chico Buarque, Vinicius de Moraes e Ruy Guerra). Ele também musicou poemas de Fernando Pessoa, Manoel Bandeira, Castro Alves. Como arranjador, Francis trabalhou para Milton Nascimento, Gilberto Gil, Gal Costa, Georges Moustaki, Caetano Veloso, Clara Nunes, Toquinho, Elba Ramalho, Vania Bastos, Fafá de Belém, Olivia Hime, MPB-4 e Chico Buarque (para o qual, ele fez a direção musical de 4 discos). Como compositor, suas canções foram gravadas por Elis Regina, Chico Buarque, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa, Ivan Lins, Djavan, Tony Bennett, Bill Evans, Kenny Burrel, Lany Hall, João Bosco, Lenine, Beth Carvalho, Nara Leão, Elizete Cardoso, Ângela Maria, Luis Eça, Toquinho, Zélia Duncan, Olivia Hime, Daniela Mercury, Simone, Nana Caymmi, Wandá Sá, Joyce, Adriana Calcanhoto, Paulinho da Viola, Fafá de Belém, MPB-4, Georges Moustaki.


A partir dos anos 80, Francis começou também a escrever peças eruditas. Em 1986, escreveu a sua Sinfonia n°1, apresentada em São Paulo e Campinas com a Orquestra Sinfônica de Campinas regida por Benito Juarez, e em Recife, com a Orquestra Sinfônica de Pernambuco regida por Osman Gióia. Em 1993 o próprio Francis regeu essa sinfonia, à frente da OSB (Orquestra Sinfônica Brasileira). Em 1988, Francis compôs "Carnavais para coro mixto e orquestra", a partir de um poema especialmente escrito por Geraldo Carneiro, tendo sido a peça apresentada com a Orquestra Sinfônica de Campinas e CORALUSP regidos por Benito Juarez. Em 1997, Francis escreveu a partitura sinfônica de "Terra Encantada". Em 2000, compôs a Sinfonia de Rio do Janeiro de São Sebastião, em 5 movimentos (Lundú, Modinha, Choro, Samba, Canção brasileira), com textos de Geraldo Carneiro e Paulo César Pinheiro. A estréia da sinfonia deu-se no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, tendo como solistas Lenine, Leila Pinheiro, Olivia Hime, Zé Renato e Sérgio Santos, com Francis regendo a orquestra sinfônica, num espetáculo dirigido por Flavio Marinho. Francis regeu esta sinfonia em duas outras ocasiões: em 2002, na Praia de Copacabana, para um público de mais de 20.000 pessoas, e na UNESCO, em Paris, encerrando as festividades do ano França-Brasil de 2005.

Em 2001, Francis escreveu "Fantasia para piano e orquestra", que apresentou como solista - no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com a orquestra Pró-Música sob a regência de Roberto Tibiriçá. Mais recentemente, Francis compôs um Concerto para violão e orquestra em 3 movimentos, dedicado a Rafael Rabello, que terá a sua "première" em Maio de 2008, na sala São Paulo, tocado por Fabio Zanon, com a OSESP sob a regência de John Neschling. Francis acabou de concluir a partitura da "Ópera do futebol", ópera em 4 atos, com "libretto" de Silvana Gontijo, cuja montagem está prevista para 2008.

No campo da música popular, Francis lança em Agosto de 2007 um novo cd/dvd: "Francis Hime ao vivo", pela gravadora Biscoito Fino, além de continuar a apresentar shows solo ou com sua banda, pelo Brasil afora ou no exterior. Em Julho próximo, apresenta-se no Festival de Montreux juntamente com Maria Bethânia.

retirado do site oficial de Francis Hime